A pastora Dina morreu dentro de uma unidade de saúde porque o sistema municipal escolheu punir mais do que proteger. Enquanto a cidade arrecada milhões com multas, vidas como a dela são tratadas com negligência. Salvador virou um negócio lucrativo — menos para quem precisa de socorro.
Bruno Reis escolheu seguir o roteiro deixado por ACM Neto, onde as câmeras vigiam o povo, mas ninguém vigia a saúde pública. Dina não teve chance. A pulseira laranja virou um disfarce para a lentidão, e a resposta fria da prefeitura, um insulto à sua memória.
As ruas estão cheias de radares, mas os postos estão vazios. Dina morreu por falta de ar, mas principalmente por falta de prioridade. E isso tem responsáveis.
